A REFORMA PROTESTANTE!

Não me soa bem a frase que diz: "necessitamos de uma nova reforma". Embora a expressão signifique para muitos um novo movimento baseado no antigo, para mim, o termo "nova" dá a ideia de que há uma velha que se esclerosou com o passar dos séculos ou, pelo menos, necessita de uma nova injeção de ânimo.

Em vez de um novo movimento, prefiro dizer que devemos, com todas as forças, preservar intacto os princípios da antiga e única Reforma Protestante, movimento bendito que caminha já por cerca de quase meio milênio. Isso porque este movimento está aí para que vejamos os mundo, em toda as suas dimensões, pelo viés das Escrituras Sagradas.

Sendo mais específico, necessitamos preservar aquela que começou com as reflexões de Wycliffe e Huss na Inglaterra, consolidou-se com as 95 teses em Wittenberg, desenvolveu-se por meio da Instituição da Religião Cristã em Genebra, sistematizou-se na Confissão de Fé de Westminster na Inglaterra (sem, é claro, deixar de esquecer as outras honradas confissões fé), expandiu-se a partir do coração e do compromisso dos puritanos, e chegou até nós brasileiros na fiel pregação de Simonton.

Hoje, mais do que nunca, devemos preservar as doutrinas da graça que reconhecem o Senhor Deus sobre tudo e todos. Devemos preservar o combate contra os absurdos, as bizarrices e o paganismo de alguns setores evangélicos. Não há antídoto mais eficaz contra a espiritualidade supersticiosa, as teologias das blasfêmias, o naturalismo acadêmico servil, a pregação que esvazia o Evangelho e a esperança confinada nos bens de consumo.

Repito, não necessitamos de uma nova reforma, mas sim da preservação da antiga para que o Evangelho faça sentido por meio de seu conteúdo divino.

Viva a Reforma Protestante. Que Deus seja louvado!


Sola Scriptura

ABAIXO A CRISTIANOFOBIA


Está mais que claro que a lei da homofobia não se restringe à defesa dos direitos do cidadão que optou a homossexualidade como estilo de vida, até porque tais direitos já são amplamente garantidos em nossa Constituição Federal. O que querem na verdade é o passe livre para fazerem o que lhes der na telha sem conceder o direito de contra-resposta.


Isto ficou claro pela afronta que fizeram a alguns símbolos cristãos durante uma Parada Gay em São Paulo. Aliás, em nome de uma generalização irreal onde qualquer desacordo com a prática homossexual já está criminalizada sob o título de homofobia, alguns homossexuais se sentiram e se sentem no direito de expor publicamente a sua cristianofobia ou eclesiofobia.

Que tipo de regime é este reivindicado? O do silenciamento total? O do “eu tenho o direito de achincalhá-lo, mas você só possui o direito de se calar”? O que querem? Que façamos como alguns evangélicos de Chicago e empunhemos cartazes dizendo: “I'm sorry for how the church treated you”, ou simplesmente “I’me sorry”? Ou ainda: “façam o que quiser conosco, pois não temos o direito de nos defender”?

Vivemos numa democracia de direito(s) onde nenhuma opressão pode ser canonizada, nenhum regime pontual de exceção pode ser dogmatizado. Assim como qualquer um pode e deve exigir o seu direito de defender, praticar e ensinar a prática homossexual como cidadão livre perante a lei, eu também posso e devo exigir o meu direito de defender, praticar e ensinar a prática heterossexual como cidadão livre perante a lei. Aliás, tenho o direto de me posicionar contra várias práticas de natureza sexual como a do adultério, a da fornicação, a da prostituição, a da orgia, e de tudo aquilo que as Escrituras condenam como pecado.

Precisamos ter muito cuidado, pois, como afirmou Antonio Gramsci, as instalações autoritárias não ocorrem apenas pela força, mas também pelo consenso. O direito à cidadania antecede os interesses e os desinteresses de cada um. Assim como qualquer um, sou cidadão de direito e reivindico sê-lo de fato. Portanto, não pode haver consenso algum na aplicação de uma lei que autorizará a prática claramente excludente, não importando de que natureza esta lei seja.

Se os homossexuais querem respeito, devem também se dar ao respeito e respeitar as diferenças contidas na rede social.

Viva a liberdade! Abaixo a intolerância, seja ela de que natureza for!

Sola Scriptura

A SEMANA SANTA

Esta semana é conhecida como santa porque, segundo o calendário católico romano, foi o período em que Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou. Bem, não há como negar que para nós, protestantes, tal calendário nada significa, pois a morte, sepultamento, ressurreição e segunda vinda do Senhor Jesus sempre são anunciados quando nos reunimos como Igreja ao redor da mesa para cumprir o sacramento da ceia. Nossa páscoa não é a do calendário litúrgico romano, não ocorre apenas um dia por ano. Nossa páscoa é a celebração da Santa Ceia conforme 1 Coríntios 11: 26.

Por outro lado, precisamos lembrar que a sociedade será saturada pelo termo Páscoa o tempo inteiro, quer seja pelo comércio de chocolate, quer seja pela mídia, quer seja pela religião romana. Neste caso vejo que há uma grande oportunidade para a evangelização pessoal, mostrando a cada indivíduo a verdade sobre o Cordeiro Pascal que tira o pecado do mundo. Devemos aproveitar para mostrar o verdadeiro sentido do termo, ou seja, o Senhor Deus providenciou salvação àqueles que crêem no Senhor Jesus!

Assim sendo, a meu ver, seria um erro celebrar a páscoa nesta data por conta de um calendário que não nos pertence. Criar uma atmosfera no culto para ritualizar o evento é desprezar o verdadeiro momento solene quando a páscoa faz sentido: a Santa Ceia. Já utilizar o contexto para evangelizar na escola, no trabalho, no ponto de ônibus, na fila do banco ou do supermercado, é aproveitar todas as oportunidades para proclamar a salvação.

Nesse sentido, povo de Deus, saia à evangelização nesta semana, aproveite a oportunidade que a nossa sociedade concede!

Sola Scriptura.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...