A GASTANÇA CONTINUA!

Mal publiquei sobre a vergonha dos gastos em campanhas políticas e ocorre mais uma vinda dos nobres parlamentares. Um aumento mais que abusivo de 62% nos já generosos salários de deputados e senadores da república. Não sou contra o aumento em si, pois há quatro anos que os nobres não reajustavam seus ganhos. Mas quadruplicar o índice inflacionário é, no mínimo, falta de bom senso.

Ser parlamentar no Brasil é um sonho de qualquer cidadão do mundo. Legislam sempre de si para si, possuem fórum privilegiado, recebem uma ajuda de custo que vai além do aceitável, além de exercerem o direito de reajustar os próprios salários. Podem até se esconder na legalidade, mas, como dizem por aí, nem sempre o legal é moral.

Repito, não sou contra o reajuste, é um direito de cada trabalhador. O problema é a discrepância entre os nobres do panteão parlamentário e os assalariados que mitigam o sofrimento com os malabarismos financeiros, pois não é fácil possuir moradia, saúde, educação, alimentação, vestimenta e entretenimento com um salário de R$ 532,00. Pertencer à grande massa de aposentados no Brasil é como viver em um limbo social. Não dá para negar que temos uma massa popular da Guiné Bissau, enquanto os nobres políticos são do Coveite.

Mas por que os nobres coveitianos agem dessa maneira? Seriam eles uma anomalia cultural? Seriam alienígenas vivendo entre os brasileiros? Claro que não. Há dois aspectos que devem ser considerados: o primeiro é a condição geral de cada ser humano, ou seja, a depravação total que está alojada na natureza humana. O coração dos indivíduos é desesperadamente corrupto, logo, a amoralidade decorre da natureza depravada peculiar a cada um.

Em segundo lugar, há o ambiente cultural favorável a este comportamento. Infelizmente a cultura geral do Brasil é oportunista e amoral, afinal, quem não gosta de tirar vantagem em tudo? O mesmo espírito que arranca o carro quando ainda o sinal está vermelho, ou que estaciona o veículo no espaço do cadeirante ou em plena calçada sem considerar os transeuntes, ou que não emite cupom fiscal, ou que cobra para que alguém estacione em lugar público, ou que pede propina para que a tramitação de um documento seja destravada, ou que invade um prédio público sentindo-se no direito de danificar o bem público, ou que distribui mesas de bar na calçada para favorecer o lucro em detrimento do direito público etc. etc., este mesmo espírito paira em Brasília nas decisões que favorecem o que decide em detrimento do restante da população.

É claro que seria leviano generalizar, pois eu acredito que há homens públicos decentes que discordam da farra financeira, mas o que constatamos é a grande maioria articuladora ou conivente com os atos desavergonhados.

A solução para isto encontra-se apenas na ética do Evangelho, o único poder para tornar decente o indivíduo e para moralizar uma cultura tão pervertida. Somente o poder do Senhor Deus para mudar esta realidade e alinhar o Brasil aos países cuja cultura geral é rígida e decorosa. Aliás, diga-se de passagem, duas características ausentes na maioria parlamentar do nosso país.

Sola Scriptura

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